
Juiz rejeita ação de Trump contra WSJ por carta a Epstein
Um juiz rejeitou a ação de Trump contra o WSJ por difamação relacionada a uma carta para Epstein, afirmando que não houve dolo efetivo. A decisão reafirma a proteção da liberdade de imprensa.
Nerea Gómez · 1 de novembro de 2026 · 5 min de leitura
Um juiz federal decidiu, neste último sábado (31), rejeitar a segunda ação de difamação movida pelo ex-presidente Donald Trump contra o Wall Street Journal (WSJ). A ação tinha como base uma reportagem que ligava Trump ao criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. O ex-presidente alegou que o jornal feriu seu "caráter e integridade" ao publicar, em 2025, detalhes de uma mensagem obscena que ele supostamente teria enviado a Epstein mais de 20 anos atrás.
Trump negou a autoria da carta e processou o WSJ, buscando uma indenização de US$ 10 bilhões (aproximadamente R$ 54 bilhões). O juiz Darrin P. Gayles, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos do Sul da Flórida, acolheu o pedido do jornal para que a ação fosse rejeitada, afirmando que Trump não conseguiu demonstrar que o veículo agiu com "dolo efetivo".
O que é dolo efetivo?
O conceito de dolo efetivo é um critério jurídico que deve ser provado por figuras públicas em ações de difamação. Isso significa que a parte acusadora deve demonstrar que os réus sabiam que estavam publicando informações falsas ou que agiram com desprezo pela verdade. Na decisão, Gayles destacou que o argumento de Trump não se sustentava. O juiz ressaltou que o ex-presidente não podia exigir que o WSJ ignorasse outras descobertas feitas durante a investigação da reportagem.
"O critério do dolo efetivo exige que o autor da ação prove que o réu tinha consciência do erro ou agiu de maneira imprudente", afirmou Gayles em sua decisão de 20 páginas. Com a rejeição, a ação não poderá ser reaberta no futuro.
Um porta-voz da equipe jurídica de Trump declarou que o ex-presidente continuará sua luta judicial contra o WSJ e outros veículos de comunicação que, segundo ele, disseminam notícias falsas. O porta-voz também criticou a decisão, afirmando que o presidente se compromete a responsabilizar aqueles que enganam o povo americano.
A ação de Trump foi iniciada logo após a publicação de uma reportagem em 17 de julho de 2025, que trazia detalhes de uma carta enviada a Epstein em 2003, onde Trump supostamente desejava um "feliz aniversário" e incluía um desenho considerado ofensivo. A reportagem também mencionou que a carta estava inserida em um álbum de aniversário preparado por Epstein, e continha uma ilustração de uma mulher nua, com a assinatura de Trump abaixo da cintura.
Após a divulgação da matéria, advogados do espólio de Epstein entregaram uma cópia do álbum ao Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, incluindo a carta e o desenho. Além do WSJ, a ação listava como réus a News Corp, Rupert Murdoch, Robert Thomson, Dow Jones e dois repórteres do jornal.
Por que isso importa
A decisão do juiz é significativa pois reafirma a proteção da liberdade de imprensa, um princípio fundamental em democracias. A capacidade de veículos jornalísticos de reportar sobre figuras públicas, mesmo em contextos delicados, é crucial para a transparência e a responsabilização. A rejeição da ação de Trump também pode ter um efeito desencorajador sobre tentativas futuras de silenciar críticos através de processos judiciais.
O que vem a seguir
A luta de Trump contra o WSJ pode não ter terminado, e é possível que ele busque outras vias legais para contestar a reportagem. Além disso, a decisão pode gerar debate sobre os limites da liberdade de expressão e as responsabilidades da mídia ao reportar sobre figuras públicas. A situação vai continuar a ser acompanhada de perto, especialmente para entender como a justiça se posiciona em casos que envolvem figuras políticas e a imprensa.
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Qual foi a decisão do juiz sobre a ação de Trump?
O juiz rejeitou a ação de Trump por difamação contra o Wall Street Journal, afirmando que não houve dolo efetivo.
Qual a importância da decisão?
A decisão reafirma a proteção da liberdade de imprensa e pode desencorajar tentativas de silenciar a mídia através de ações judiciais.
Um juiz federal decidiu, neste último sábado (31), rejeitar a segunda ação de difamação movida pelo ex-presidente Donald Trump contra o Wall Street Journal (WSJ). A ação tinha como base uma reportagem que ligava Trump ao criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. O ex-presidente alegou que o jornal feriu seu "caráter e integridade" ao publicar, em 2025, detalhes de uma mensagem obscena que ele supostamente teria enviado a Epstein mais de 20 anos atrás. No contexto brasileiro, Trump permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento prático para quem acompanha o tema no país, sem copiar o texto original fonte. Segundo o que já foi publicado, o leitor encontra aqui o essencial para se posicionar com informação verificável.
Um juiz rejeitou a ação de Trump contra o WSJ por difamação relacionada a uma carta para Epstein, afirmando que não houve dolo efetivo. A decisão reafirma a proteção da liberdade de imprensa. No contexto brasileiro, Trump permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento prático para quem acompanha o tema no país, sem copiar o texto original fonte. Segundo o que já foi publicado, o leitor encontra aqui o essencial para se posicionar com informação verificável. No contexto brasileiro, Trump permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento prático para quem acompanha o tema no país, sem copiar o texto original fonte. Segundo o que
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